A jovem estrelavelhense Tamara Trevisan, acadêmica do curso de Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é uma das participantes do CNA Jovem 2025, programa nacional de formação de lideranças do agronegócio, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).
O programa tem como objetivo identificar, desenvolver e integrar jovens lideranças do agro em todo o Brasil, fomentando o surgimento de uma geração preparada para inovar, empreender e garantir a continuidade do setor rural. A formação conta com etapas online e presenciais, e cada participante deve propor um eixo temático voltado ao fortalecimento estratégico do agro em sua região.
Tamara desenvolve o projeto “Raízes que falam”, que tem como foco o combate ao preconceito relacionado à fumicultura. A proposta busca valorizar a cultura do tabaco na região. “Quero combater o preconceito, gerar pertencimento e mostrar que o tabaco vai muito além de um produto. Ele é um símbolo de resistência, identidade e sustento para milhares de famílias”, afirma a jovem.
Na última sexta-feira, 08 de agosto, Tamara esteve no Centro Administrativo Municipal de Estrela Velha, onde participou de uma reunião com o Executivo Municipal. Na ocasião, apresentou sua iniciativa e solicitou apoio da Administração Municipal e do Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares para a realização de um encontro com produtores rurais do município, etapa fundamental para o avanço do projeto.
O encontro com os agricultores já tem data prevista para o dia 26 de agosto, e será organizado com o intuito de promover o diálogo, ouvir as demandas da comunidade rural e consolidar ações que fortaleçam a fumicultura no município.
A participação de Tamara no CNA Jovem representa um importante reconhecimento à juventude rural de Estrela Velha. Com uma proposta inovadora e sensível à realidade local, a jovem leva ao cenário nacional uma pauta relevante para a agricultura familiar do município. Sua atuação reforça o protagonismo das novas gerações na construção de um agronegócio mais inclusivo, consciente e conectado às raízes de quem vive e trabalha no campo.